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HISTÓRICO DO BEM CULTURAL - CASARÃO DO FUNDADOR

 

A história do Casarão está muito ligada à história de seu construtor e fundador da cidade de Capinópolis Jerônimo Maximiano da Silva, que nasceu no dia 28 de fevereiro de 1896, na região denominada hoje Fazenda dos Baús em Capinópolis. Essas terras foram adquiridas por seu pai Joaquim Maximiano de Almeida, que chegou nesta região por volta de 1889. Joaquim Maximiano de Almeida, juntamente com seus primeiros quatro filhos e outros parentes e amigos. Vieram de São Sebastião do Paraíso – Minas Gerais. Vieram montados a cavalo em busca de terras, desceram o Rio Grande examinando terras virgens. Subiram o Rio Paranaíba até sua nascente e voltaram para a região de terras boas para o cultivo, que hoje é a cidade de Capinópolis. A viagem durou 51 dias. Essas terras pertenceram aos donos das sesmarias, os Alferes José Rodrigues da Silva, Dona Francisca Ângela da Silva e José Luciano Teixeira.

Joaquim Maximiano de Almeida, pai de Jerônimo Maximiano da Silva adquiriu do donatário José Luciano Teixeira uma grande quantidade de terras e iniciou o plantio de café na região. Logo nasceram os seguintes filhos: Avelino Maximiano da Silva, Jerônimo Maximiano da Silva, Gabriel Maximiano de Almeida, José Maximiano Sobrinho e o caçula Arlindo Maximiano de Almeida. Os quatro irmãos mais velhos nasceram em São Sebastião do Paraíso, chegaram garotos nessa região. São eles Maximiano Maximiano da Silva, João Maximiano da Silva,  Maria Francisca de Jesus  e Sebastiana Maximiano da Silva. O primo Dorotéia, que veio com Joaquim Maximiano de Almeida não comprou terras e guardou seu farto dinheiro em um rancho de folhas de coqueiro, que foi queimado com todo o dinheiro dentro.

Desde menino Jerônimo Maximiano da Silva auxiliava seu pai no plantio e colheita de café e outros produtos para serem vendidos em Uberlândia e Uberaba. O transporte era feito em carros de bois.

Aos 22 anos de idade Jerônimo Maximiano da Silva casou-se com Maria Parreira do Prado, filha de Luiz Bento Parreira e Matilde Severino da Silva da Região do Córrego da Açude, município de Ituiutaba bem  próximo ao município de Capinópolis. Luis Bento possuía uma olaria, que fabricava telhas, tijolos, potes e moringas de barro.

Em 1927, Jerônimo Maximiano da Silva loteou uma parte de suas terras onde hoje é a cidade de Capinópolis. O primeiro nome do local foi “Capim”, em 1921, devido a uma moita de capim.

Jerônimo Maximiano da Silva recebeu terras por doação de seus pais Joaquim Maximiano da Silva e de Maria Francisca de Jesus. Em 1921, os plantios de café, mandioca, cana e arroz se desenvolveram em sua propriedade e o aglomerado de pessoas foi aumentando em torno de uma área de capim. O capim jaraguá era nativo e servia para a alimentação dos animais, daí surgiu o nome do lugar “Capim”. As construções das casas eram de pau a pique e foram aumentando em sua fazenda, que tinha o nome de Ideal. Os fazendeiros, mesmo residindo em suas fazendas, ajudavam no crescimento do Arraial do Capim, que foi crescendo cada vez mais. Muitas pessoas chamavam o local de “Capão da Onça” devido a aparecer algumas onças e, logo depois, passou a ser chamado de “Capim”. Jerônimo Maximiano, percebendo que o arraial poderia se transformar em cidade contratou o técnico agrimensor José Cirilo de Ituiutaba e fez o loteamento, em 1927 e teve o marco inicial concluído em 15/07/27. Do loteamento de uma área tirada de sua Fazenda Ideal Jerônimo Maximiano doou as áreas para os logradouros públicos, ruas, avenidas e uma parte da fazenda para o cemitério. Com a intenção de ver o povoado crescer logo, chegou a adquirir lotes de terrenos que ele mesmo havia cedido para terceiros, que alegavam ajudar a fazer a cidade crescer, mas na realidade só queriam ver seus lotes valorizados. Jerônimo Maximiano fez a primeira casa, que foi ocupada pelo sr Pedro Leão e uma para uso do farmacêutico. Chegaram também as famílias de José Melado, Izaías Melado, Antenor Melado, João Melado, José Melado e Batista Melado. No alinhamento da Av. 103 da igreja para cima era pasto, área de João Moreira de Souza cunhado de Jerônimo Maximiano da Silva. A comunicação com a cidade de Ituituaba era feita através de carros de bois, carroças e cavalos.

Em 1925, Jerônimo Maximiano já havia construído uma usina hidroelétrica em sua fazenda onde os familiares residiam em uma casa de madeira.

As primeiras casas na fazenda foram construídas de madeira.

 Em 1932, Jerônimo Maximiano construiu uma casa de tijolos de olaria. O sogro de Jerônimo Maximiano sr Luis Bento Parreira era o dono da olaria no Córrego do Açude na região do Mosquito. Esta casa foi construída com dois pavimentos, sendo que as paredes do térreo têm 70 centímetros de espessura. O alicerce é feito de pedras e os tijolos têm 26x15 e 8 cm de altura. Naquela época se fabricavam tijolos bem grandes. As paredes do segundo pavimento têm 30 centímetros de espessura, com piso de tábuas corridas. As telhas francesas vieram de Tambaú – SP. Não existia ferro e nem cimento. As vigas eram feitas de madeira aroeira serrada mesmo na fazenda. Os pedreiros e carpinteiros que trabalharam na construção da casa foram Doracino e Capuana. Esta casa ainda existe com a mesma estrutura, porém com algumas modificações. Jerônimo Maximiano e Dona Maria viram seus filhos crescerem nesta casa. Dona Maria tomava contada casa e da alimentação, preparava a “bóia” (comida), que era levada aos trabalhadores nas lavouras e orientava as ajudantes Maria Izidora, Felícia e outras no trabalho doméstico. Todos os empregados residiam em suas casas na própria fazenda.

O casal Jerônimo Maximiano e Dona Maria criaram todos os seus filhos nesta casa, sendo que os mais velhos já haviam nascidos numa casa de madeira. Dona Maria sempre cuidou de seus filhos, ela fazia questão que fossem para a escola. 

Jerônimo Maximiano da Silva, muito religioso, construiu numa serra, em frente ao casarão um cruzeiro de madeira, para que ali fossem feitas orações e procissões para fossem mandadas chuvas, nos tempos das fortes secas que assolavam a região. O cruzeiro permanece no local até hoje

Jerônimo Maximiano da Silva cuidava do quintal, das jabuticabeiras, das plantas do chiqueiro, do monjolo e da oficina que ele colocou o nome de “tenda”. Nessa tenda ele guardava todas as suas ferramentas. Tinha um fole para assoprar  e fazer brasas de carvão, envermelhava os ferros na brasa e fazia peças, engrenagem e até parafusos. Gostava de desmontar e montar motores dos fordinhos e o primeiro que ele desmontou e montou foi de um ramona modelo 1927. Gostava de fazer as coisas. Inventava aparelhos e consertava fechaduras, fazia armadilhas para pegar ratos, registro para ligar e desligar a usina elétrica da fazenda.

Jerônimo Maximiano da Silva foi um trabalhador que cuidava da fazenda, trabalhava juntamente com os peões nas capinas e nas colheitas de roças, fazia e reformava cercas dos pastos e dos currais.

Pra trazer o primeiro veículo ao arraial do “Capim” Jerônimo Maximiano da Silva construiu um trecho de estrada ligando à estrada do Córrego do Açude para Ituiutaba passando pelo lado direito do Bauzinho (Morro) e pelo Baú Velho (Morro). Conseguiu trazer um veículo, um ramona camionete. Esta estrada facilitou a chegada dos imigrantes estrangeiros como Salim Bittar, depois Abdala, Tufi, Isaac Luiz, Chafir, japoneses e outros. Antes desta estrada, o transporte era a cavalo e usavem carros de bois. A nova estrada perdurou por vários anos ligando Capinópolis a Ituiutaba onde foi criada uma linha de ônibus (Jardineira) dos Irmãos Paranaíba e depois, propriedade de Joaquim Ganga. A jardineira fazia apenas uma viagem por dia. A viagem era demorada. Para desviar dos morros, brejos e córregos largos, a estrada ficou muito sinuosa. As pontes eram construídas nas partes mais estreitas dos córregos e com isso dava muita volta até chegar em Ituiutaba. Magalhães Pinto quando foi governador do Estado de Minas Gerais construiu e pavimentou a atual rodovia Capinópolis-Ituiutaba.

Quando Jerônimo Maximiano da Silva mudou sua residência pra a Rua 100 nº 501, ele construiu um monjolo elétrico para conservar a tradição, porque queria sempre ver trabalhando o monjolo que ele zelava na fazenda. A idade foi avançando e foi acometido de pneumonia. Faleceu aos 94 anos de idade no dia 02 de outubro de 1990, sendo acompanhado pelo médico Dr. José Neto Santana.

Em 1937, Jerônimo Maximiano da Silva muito preocupado e percebendo que o povoado havia crescido muito, idealizou e construiu em suas terras uma pequena usina hidrelétrica para gerar a primeira iluminação do Distrito. Jerônimo Maximiano da Silva comprou todo o equipamento de São Paulo e ele mesmo orientou na montagem da usina. Para abastecer a usina de água, ele traçou um marco onde foi aberto um leito para um rego d’água ao lado do Córrego. Represou as águas do Córrego para atingirem a entrada do rego e correrem ao lado do Córrego e atingirem uma queda mais ou menos uns 300 metros de rego até a usina. A turbina ficava bem em baixo do enorme tanque que tinha uma altura de 8 metros e com a pressão d’água, tocava a turbina que fazia girar dois motores de 20 HP cada um, produzindo energia para o arraial. Em 1939 a usina já estava funcionando com toda a potência e todo mundo estava satisfeito com a iluminação que substituiu as lamparinas e lampiões a querosene por lâmpadas

Em 1943, o povoado foi elevado a Distrito de Ituiutaba pela Lei estadual nº 1058 de 30-11-43. Antes da criação do Distrito as crianças nascidas em Capinópolis eram registradas no cartório de Ituiutaba; era muito difícil locomover-se até lá e as pessoas tinham que ir a cavalo. O Distrito cresceu com o movimento de bois, porcos, plantio de café, cana de açúcar, milho e arroz.

Com a instalação do cartório de casamento e registro civil, Jerônimo Maximiano da Silva foi o Juiz de Paz e fez o primeiro casamento no Distrito de Capinópolis em 1945. O escrivão foi o sr. José Andrade dos Santos. O cartório era confiado a uma pessoa que deveria ter um conhecimento de leitura. Jerônimo Maximiano da Silva indicou seu filho Coleto que já tinha curso propedêutico (hoje contabilidade) para assumir o cartório o qual não pretendendo ser escrivão e sim cuidar da fazenda, o cartório foi direcionado ao sr Odovilho Alves Garcia, farmacêutico genro de Jerônimo Maximiano. Nesta ano foi construído um campo para pouso de aviões de pequeno porte, construído em suas terras pelo sr. Odovilho Alves Garcia. O primeiro pouso foi executado pelo sr. Ataliba Moreira, aviador e motociclista. Odovilho construiu, também, após vários anos, um cinema que teve o nome de Cine Capinópolis na Rua 102 entre as Avenidas 99 e 101. O primeiro cinema instalado foi num barracão de tábuas e a porta era grande e de lona. 

Em 1946, Jerônimo Maximiano construiu uma resistente cadeia pública ao lado do loteamento à margem direita do Córrego, margeando a sede do Distrito, área rural, tinha celas com grades, instalação sanitária, piso cimentado com laje e condições de manter os presos, cuja alimentação era levada pela comunidade. Anteriormente, a cadeia funcionou em uma casa sem conforto e sem segurança. Os primeiros Delegados de Polícia foram o sr Francisco Olímpio pai da Dona Santa, viúva do ex-prefeito João Batista Ferreira. Os Delegados eram leigos e escolhidos entre as pessoas sérias e justiceiras da comunidade. Depois foi escolhido Caricio Carivaldo. Após estes Delegados passaram muitos outros que eram, também, comissários de menores. Devido a cadeia estar à margem do Córrego, quando dava uma enchente, precisava remover os presos até que a água voltasse ao seu leito normal. Devido às curvas de nível, hoje não ocorre enchente. 

Jerônimo Maximiano foi vereador em Ituiutaba, representando o Distrito de Capinópolis em 1948. Fez parte da comissão de Obras Públicas, Agricultura e Viação, tendo os seguintes componentes: Jerônimo Maximiano da Silva, José de Morais Garcia Vilela e Arão Alves de Oliveira. O prefeito de Ituiutaba era o sr. Mário Natal Guimarães e vice-prefeito foi o sr. Dr. Garibaldi de Oliveira Diniz e o Presidente da Câmara de Vereadores foi o sr. Dr. Álvaro Brandão de Andrade (Diretor do Instituto Marden) e Secretário, o sr. Rafael de Féo.

Com a ajuda de políticos de Uberlândia ao lado de valorosos companheiros e líderes, Jerônimo Maximiano da Silva, João Moreira de Souza, Oswaldo Pieruset, Abalem Moruta, José Pereira de Souza, Cássio Macedo, Sebastião Padeiro, Jai Lima, João Batista Ferreira, Ataliba Moreira, Jerônimo de Almeida (Domingues), Maximiano Alves de Almeida e Franklin Flabes, conseguiram a emancipação política e administrativa do Distrito de Capinópolis, que passou a ser cidade, conforma a Lei Estadual nº 1039 de 19/12/53, instalando assim, no início de 1954, o Executivo Municipal sob a administração do sr. José Amílcar Mourão, intendente, que veio de Belo Horizonte para assumir a prefeitura, organizar o funcionamento, funcionários, livros e tudo mais e providenciar as eleições para prefeito e vereadores. José Amílcar ainda não conhecia ninguém em Capinópolis e divulgou amplamente em Belo Horizonte a criação dos cargos e eleições para prefeito e vereadores em Capinópolis. O ano de 1954 foi o tempo para o sr Intendente organizar o funcionamento da prefeitura, colocar funcionários e deixar tudo preparado e realizar as eleições. Vieram vários políticos de Uberlândia e de Ituiutaba, alguns, co-participantes e sedutores.

Jerônimo Maximiano pretendia ser o primeiro prefeito de Capinópolis pelo PTB tendo como vice o sr Nuti, mas perdeu a eleição para o Dr Cássio Macedo do PSD, que residia em Ituiutaba, engenheiro agrônomo, foi o primeiro prefeito para o período de 1955 a 1958.

Por ocasião das festas e comemorações do aniversário da cidade, Jerônimo Maximiano da Silva sempre fora homenageado pelos prefeitos, pelos vereadores e outras autoridades. Em 15/06/84, foi homenageado e participou da inauguração de seu próprio busto, homenagem feita pelo prefeito Oswaldo Prado na praça da igreja católica, praça de São Pedro no dia do aniversário da cidade de Capinópolis, ocasião em que recebeu os cumprimentos de amigos e de autoridades presentes. 

As últimas administrações e o Legislativo consagraram-no “Patrono do Mérito Comunitário Municipal”. Jerônimo Maximiano guardava com carinho o croqui do futuro Município de Capinópolis e ficou muito satisfeito em ver o Distrito passar a Município.

Jerônimo Maximiano da Silva, desde 1959, era muito preocupada em trazer uma agência do Banco do Brasil para atender aos pedidos de financiamentos agrícolas e conseguiu inicialmente, com o Deputado Rondon Pacheco, quando a capital do Brasil ainda era no Rio de Janeiro e com a mudança da Capital Federal para o planalto goiano concretizou seu pedido, juntamente com companheiros e devido Rondon Pacheco ser o chefe de governo do Presidente Costa e Silva, em Brasília-DF. A agência foi construída no mandato do Prefeito Iolando Ângelo da Silva. Era muito difícil uma cidade conseguir uma agência do Banco do Brasil. Naquela época, a cidade que tinha uma agência do Banco do Brasil era tida como muito importante! E muito procurada! A coragem dos políticos foi muito forte, cuja instalação demorou mesmo estando pronta a agência.

Um grande sonho de Jerônimo Maximiano da Silva era o de ver criada a comarca de Capinópolis. Acompanhava e participava ativamente dos assuntos e dos interesses da comunidade Capinopolense. Não chegou a participar da instalação da comarca, faleceu com 94 anos de idade no dia 02 de outubro de 1990 e foi sepultado no dia seguinte, 03 de outubro dia das eleições para deputados e senadores. Faleceu dois anos antes da instalação da Comarca em Capinópolis.

Em 27 de dezembro de 1992, foi instalada a Comarca em Capinóplis. O nome de Jerônimo Maximiano da Silva foi lembrado pelo Exmº Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, Desembargador Dr José Norberto Vaz de Mello, que fez um resumo dos desenvolvimentos de Capinópolis, desde a fundação até a Comarca. O Fórum recebeu inicialmente, o nome de Arlindo Porto, hoje, tem o nome de Odovilho Alves Garcia (já falecido e ex-prefeito).

A Lei Municipal nº 1256 de 01 de junho de 2000 instituiu o Mérito Comunitário Municipal, destinado ao reconhecimento e à valorização de pessoas físicas ou jurídicas pelas relevantes contribuições prestadas ao Município, tendo como patrono Jerônimo Maximiano da Silva, concedido anualmente, no dia 21 de abril, dia do Tiradentes.

Jerônimo Maximiano da Silva, uma pessoa que quis e fez nascer uma cidade, dando, desde o início do povoamento, condições para a sobrevivência comunitária, doou terras e construiu o cemitério municipal, construiu ruas e avenidas, fez cadeia, conseguiu farmacêuticos para cuidar da saúde das pessoas, trouxe maquinários hidroelétricos de São Paulo e construiu usina, iluminou o lugarejo, construiu estrada ligando à Ituiutaba, orientou na construção da Igreja Católica, construiu escola rural e urbana, auxiliou as pessoas construírem casas, ajudou os comerciantes e as pessoas que queriam colocar pequenas indústrias, isto tudo é uma boa bagagem que dá condições dele ser um herói que o fez Patrono da Comunidade. Fez de tudo para que o arraial se tornasse em um Distrito e este se transformasse em Município e hoje, graças às boas administrações municipais, nossa cidade é admirada e reconhecida pela sua organização e pelo seu progresso.

O Mérito Comunitário Municipal, cujo patrono é Jerônimo Maximiano da Silva, é concedido anualmente, no dia 21 de abril, “Dia do Tiradentes”, às pessoas físicas e jurídicas que tenham desenvolvido atividades de interesse público, comunitário ou social, que as tornem merecedoras da distinção, mediante a entrega de placas e diplomas alusivos à homenagem.

Jerônimo Maximiano da Silva, quando foi fazer o traçado das primeiras ruas, quis uma avenida bem larga para não acontecer o que aconteceu com ele em Uberaba, quando levava carros de bois cheios de porcos e ao cruzar com outro carro, era bastante difícil passar devido a rua de Uberaba ser estreita, os canzis e cangas eram desviados com muita dificuldade entre as casas e a rua.

Junto com seu cunhado Vicente Parreira ele disse que queria uma rua bem larga para poder melhor fazer e facilitar os cruzamentos de futuros caminhões e, com esta idéia, juntamente com o agrimensor José Cirilo de Ituiutaba, auxiliado por Vicente Parreira na baliza do estaqueamento deu início à abertura das primeiras ruas, oito ruas e três avenidas.

As primeiras ruas, 90, 92, 94, 96, 98, 100, 102, 104 e avenidas 97, 99 e 101 tiveram seu início à margem do córrego próximo à moita de capim que servia de pasto aos animais e a 101, mais larga que as outras continuou crescendo e a cidade aumentando. No início, as ruas e avenidas tinham nomes de pessoas e mais tarde, os nomes foram substituídos por números, atendendo pedido do próprio Jerônimo Maximiano da Silva, o Legislativo Municipal votou Lei neste sentido.

A Lei de criação da cidade é 19 de dezembro de 1953 e o loteamento, abrindo as primeiras ruas é 15 de julho de 1927. Estas duas datas não são em período de funcionamento das escolas e a escolha de qualquer uma destas datas, para a comemoração do aniversário da cidade cairia em período de férias, julho e dezembro e as escolas, sem estarem funcionando, não poderiam participar com tanto brilhantismo. Sendo assim, Janeir Parrreira (hoje Dr Janeir) e Dr. Luiz de Almeida, criaram um projeto de Lei, aprovado pela Câmara Municipal, criando o dia 15 de junho para comemorar o aniversário da cidade.

Em 1958, o sr Jerônimo Maximiano e Dona Maria Parreira fizeram a doação da fazenda aos seus filhos com reserva de usufruto vitalício. Quando o sr Jerônimo veio a falecer no ano de 1990, o imóvel ficou para os filhos e o sr Luis de Almeida, filho do Sr Jerônimo foi morar no local até o ano de 2001, quando o casarão e a fazenda foi vendido para o senhor João de Almeida, também, filho do sr Jerônimo Maximiano.

Em 2005 o sr João de Almeida passou a Fazenda Ideal e o casarão para o seu filho Gérson de Almeida, que mora no casarão até hoje, zelando e preservando o mesmo. O atual proprietário tem a consciência de que o imóvel faz parte da história da cidade e traz a lembrança de seu avô que foi o idealizador e fundador da cidade de Capinópolis. Por isso faz o uso desta propriedade com zelo e preservando suas características originais, contando sempre com o apoio da família. 

 

Bibliografia

 

História da Fundação de Capinópolis – Dr. Luiz de Almeida e Maria Parreira do Prado

 

Enciclopédia dos Municípios - IBGE

 

Fotos:

 

 

 

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